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Títulos Públicos: Aprenda Agora a Investir!

  • Davi Augusto
  • 26 de agosto de 2014

Os títulos públicos são investimentos que possuem uma ótima rentabilidade, combinada também com um risco muito baixo. Se você sempre teve curiosidade em saber mais sobre essa modalidade de investimentos, esse post irá tirar suas dúvidas.

O que são Títulos Públicos?


Os títulos públicos são ativos de renda fixa emitidos pelo governo para financiar os gastos da dívida pública.

Dessa forma, o Tesouro Nacional emite esses títulos como uma forma de captar recursos para financiar as atividades do governo federal, tais como educação, saúde e infra-estrutura.

Assim, se você optar por investir em títulos públicos, você estará, literalmente, emprestando dinheiro para o governo, que lhe devolverá esse valor investido em um prazo pré-determinado, acrescido de juros.

Uma grande vantagem desse tipo de investimento é que os títulos públicos são considerados os ativos de menor risco na economia de um País, e são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

Ou seja: se lhe contaram que a Poupança era o investimento mais seguro que existia, estavam errados!

Além de serem mais seguros, outra grande vantagem desse investimento é que os títulos chegam a render o dobro da poupança! Se comparado com outros investimentos de renda fixa, o rendimento dos títulos públicos também é bastante competitivo.

Outra vantagem é que você não precisa de muito dinheiro para começar a investir: a partir de R$ 30,00, você já consegue comprar alguns títulos.

Remuneração: pré-fixados ou pós-fixados?


Assim como os CDB’s, os títulos públicos podem ser pré-fixados ou pós-fixados.

Os títulos pré-fixados possuem rentabilidade definida no momento da compra. Ou seja, o investidor sabe exatamente o quanto irá receber de juros se ficar com o título até a data de seu vencimento.

Imagine, por exemplo, que você investiu R$ 1.000,00 em um título com um rendimento de 12% a.a, com vencimento para daqui a um ano.

Daqui a um ano, você receberá os R$ 1.000,00 que você investiu mais R$ 120,00 a título de juros, conforme estabelecido inicialmente.

Já os títulos pós-fixados possuem a remuneração atrelada a um indexador.

Para exemplificar, imagine que você investiu R$ 1.000,00 em um título que paga a variação do IPCA (índice oficial da inflação) mais 5%, com vencimento daqui a um ano.

Supondo que, na data do vencimento desse título, a variação do IPCA tenha sido de 6%, você irá receber os R$1.000,00 iniciais mais 11% de juros (6% do IPCA mais 5% de bônus), o que dará um total de R$ 100,00.

Se a inflação tiver sido de 7%, você receberá juros de 12%.

Quais os títulos disponíveis?


Existem títulos públicos diferentes, que possuem rendimento e características diferentes.

Os títulos ofertados atualmente são:

LTN- Letras do Tesouro Nacional

são títulos pré-fixados. Ou seja, sua rentabilidade é definida no momento da aplicação.

Além de se saber exatamente o quando irá receber de juros na data do vencimento desse título, outra vantagem é que, normalmente, esses títulos remuneram a uma taxa maior do que a SELIC, devido ao risco de oscilação.

A desvantagem desse título é que, se a inflação subir muito, os ganhos reais podem ser reduzidos.

NTN-F – Notas do Tesouro Nacional Série F:

também é um título pré-fixado, com características semelhantes à LTN, possuindo praticamente as mesmas vantagens e desvantagens.

A principal diferença entre esses títulos e a LTN é que a NTN-F paga os juros semestralmente, ao invés de pagá-los apenas na data do vencimento. Na minha opinião, isso muitas vezes é uma desvantagem, pois elimina o efeito de “juros sobre juros”, presentes na LTN.

Porém, alguns investidores consideram essa característica uma vantagem.

NTN-B Principal – Notas do Tesouro Nacional Série B Principal

é um título pós-fixado, com sua variação acompanhando a variação do IPCA (índice oficial de inflação utilizado pelo governo).

Se você investir em uma NTN-B Principal que paga 5% ao ano, significa que você irá receber a variação da inflação mais 5%. Se a inflação for de 6%, você receberá 11% de juros (6%+5%).

A grande vantagem desse título é justamente que sua rentabilidade sempre será acima da inflação.

Uma desvantagem é que o preço desses títulos costuma oscilar bastante no curto prazo. Caso você deseje vender seus títulos antes da data do vencimento, estará sujeito a esse risco na variação dos preços.

NTN-B – Notas do Tesouro Nacional Série B

esses títulos possuem basicamente as mesmas características da NTN-B Principal, com as mesmas vantagens e desvantagens. A única diferença é que a NTN-B paga juros semestrais, o que também anula o efeito de “juros sobre juros”.

LFT – Letras Financeiras do Tesouro

é um título pós fixado, que tem seu rendimento atrelado à variação da SELIC.

É um título muito vantajoso para o curto prazo, ou para quem deseja resgatar os valores antes do vencimento, pois não possui muita oscilação no preço.

A desvantagem desse título é que, se a inflação for muito alta, seu ganho real poderá ser reduzido.

Tributação


A tributação dos títulos públicos obedece à tabela regressiva do Imposto de Renda, a mesma utilizada na tributação de fundos de investimento e CDB, e variando de acordo com o prazo aplicado:

  • Até 180 dias – IR de 22,5% sobre os rendimentos
  • De 181 a 360 dias – IR de 20% sobre os rendimentos
  • De 361 a 720 dias – IR de 17,5% sobre os rendimentos
  • A partir de 721 dias – IR de 15% sobre os rendimentos

Como comprar os títulos?


Há um tempo, os títulos públicos eram disponíveis apenas para investidores institucionais, como grandes bancos e fundos de investimento.

A partir de 2002, porém, foi lançado o Tesouro Direto, que é um programa de vendas de títulos públicos a pessoas físicas desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com a BM&FBOVESPA.

Esse programa facilitou o acesso do investidor pessoa física aos títulos públicos, permitindo que você mesmo gerencie seus investimentos, escolhendo os prazos e os títulos que deseja comprar.

Além disso, é possível fazer todas as transações através da internet, sem precisar sair de casa.

Para ter acesso a essa plataforma, basta possuir CPF e ter conta corrente em alguma instituição financeira habilitada no Tesouro Direto.

Depois, você deve solicitar a sua instituição o acesso à área do tesouro direto. (Pela minha experiência, sugiro que abra uma conta em uma corretora, pois, normalmente, o processo de pedir esse acesso junto aos bancos é um pouco demorado e burocrático).

Depois de ter seu acesso, é só escolher o título que mais se adeque à sua necessidade e começar a investir!

E você? Já investe em títulos públicos? Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário!

** Dica: se você deseja aprender mais sobre os títulos públicos, no site da Bovespa há um curso introdutório gratuito, onde você poderá adquirir uma boa base inicial sobre esses investimentos. Clique Aqui.

 

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autor: Davi Augusto

Formado em Comércio Exterior e em Administração, atua como educador financeiro e consultor de finanças pessoais e investimentos.

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