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Investimento sem risco!? É possível?

  • Davi Augusto
  • 14 de setembro de 2017

Imagine como ia ser bom encontrar aquela alternativa que ia fazer nosso dinheiro se multiplicar com uma boa rentabilidade e risco zero!?

O que vejo acontecendo com muita gente que está querendo começar a investir é que alguns deles passam um bom tempo procurando um produto de investimentos que não possua risco algum…

Mas a verdade é que querer sempre evitar o risco é um dos maiores erros de quem está começando a investir.

Isso porque você irá ficar quase paralisado ao descobrir que determinada opção possui algum risco e vai sair procurando qual será o investimento que vai te dar um retorno muito alto, com uma segurança total.

Temos uma má notícia


A má notícia é que isso é impossível.

Qualquer alternativa de investimentos vai ter algum grau de risco.

Claro que algumas são mais arriscadas, outras serão menos arriscadas… mas todas elas, sem exceção, terão algum grau de risco.

“Ah… mas fulano me falou que existe uma alternativa que tem total segurança, que não existe risco nenhum”.

Provavelmente a pessoa que lhe falou isso se confundiu, ou pode ter omitido de propósito alguma informação.

Alternativas seguras, mas que possuem risco


É fato que existem sim algumas alternativas que trazem uma grande segurança para os investidores, como é o caso dos CDB’s, das LCI’s, LCA’s e dos Títulos Públicos.

No caso dos CDB’s, LCI’s e LCA’s, o que acontece é que você empresta seu dinheito para algum banco ou instituição financeira, em troca dos juros acordados no momento do investimento.

O risco que você corre é de investir em alguns desses títulos de uma instituição financeira e ela quebrar.

Desse modo, o banco ou a instituição onde você investiu simplesmente não teria mais o dinheiro que lhe devem.

Mas a segurança desses investimentos está na garantia do FGC – o Fundo Garantidor de Crédito -, que garante até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira caso a instituição na qual você fez o investimento venha a falir.

Já no caso dos Títulos Públicos, estamos emprestando o nosso dinheiro para o Governo.

Logo, o risco que corremos é de o Governo também vir a quebrar, deixando todos os seus credores (nós investidores inclusive) na mão.

Diferente daquelas outras alternativas de renda fixa, os Títulos Públicos não possuem a garantia do FGC.

A garantia desses títulos é justamente a garantia do Tesouro Nacional. E isso é o que torna esses títulos a alternativa de investimento mais segura que temos em nosso País.

Perceba então que, apesar de serem bastante seguras, todas essas alternativas ainda possuem sim um fator de risco!

Relação risco x retorno


Outro ponto que você tem que analisar na hora de fugir do risco nos investimentos é a famosa relação risco x retorno.

Nessa relação, temos que quanto maior o risco de um investimento, maior deve ser a sua expectativa de retorno.

Assim, podemos concluir que quanto maior o retorno de um investimento, maior é o risco ao qual ele está exposto.

Outra conclusão é que quanto MENOR o risco, MENOR o retorno.

Para resumir: mais risco, mais retorno; menos risco, menos retorno.

Assim, se você deseja conseguir retornos mais vantajosos com seus investimentos, terá que começar a se expor também a um pouco de risco.

Não confunda isso achando que agora você tem que correr muitos riscos para começar a ter algum retorno com seus investimentos.

Não!

Mas, para começar a ter retornos mais atraentes, o ideal é fazer uma boa diversificação da sua carteira, tendo produtos conservadores, que irão garantir que você passe tranquilo por momentos de turbulência, mas também tendo alternativas mais voláteis, que, apesar de serem mais arriscadas, podem fazer seu patrimônio se multiplicar de uma maneira mais rápida.

O interessante é também levar em consideração cada um dos seus objetivos na hora de decidir a qual nível de risco você irá se expor.

É como eu falo nesse post, sobre o perfil de investidor x o perfil de objetivo.

O importante é entender que, se toda alternativa de investimento possui algum risco, vale a máxima:

Risco não se evita, se administra.

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autor: Davi Augusto

Formado em Comércio Exterior e em Administração, atua como educador financeiro e consultor de finanças pessoais e investimentos.

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