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NÃO Elimine seus Gastos Supérfluos

  • Davi Augusto
  • 8 de abril de 2016

E se eu lhe falasse que, para ter uma vida financeira realmente equilibrada, talvez você tenha até que aumentar seus gastos supérfluos?

Antes de tudo, quero falar que você não leu errado o que eu disse… é isso mesmo. Manter ou às vezes aumentar suas despesas com itens supérfluos pode, sim, te trazer uma vida financeira mais equilibrada!

“Mas como assim, Davi!? Sempre vejo na mídia vários especialistas no assunto falando que o correto é cortar de nosso orçamento todos os gastos supérfluos e só gastar nosso dinheiro com aquilo que é realmente necessário ou essencial. ”

Pois é… eu também já ouvi muito isso, e sempre quis ter a oportunidade de perguntar para um desses especialistas o que realmente significa tudo aquilo que ele estava falando. E mais: sempre quis saber qual o tipo de vida que ele realmente leva e quais são seus gastos.

Você já teve essa curiosidade também?

O que são gastos supérfluos


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Para começar, acho que é interessante refletirmos um pouco mais sobre o que são realmente os gastos supérfluos.

Bom, nesse contexto que coloquei no início do post, obviamente os ditos especialistas se referem aos gastos supérfluos como tudo aquilo que não é essencial para o nosso dia a dia.

Sendo assim, como esses gastos não são essenciais, eles podem (e devem!) ser cortados de nosso orçamento para que tenhamos, enfim, uma vida financeira equilibrada.

Vamos pensar um pouco mais sobre isso… se seguirmos essa ideia, devemos cortar de nosso orçamento tudo aquilo que não é essencial para vivermos.

Aquele cafezinho depois do almoço? Corta!

Aquela massagem ou salão de beleza que as mulheres gostam? Corta!

Cerveja de vez em quando com os amigos depois do trabalho? Você não precisa de cerveja, então pode cortar!

Sorvete, cinema e pipoca com a família no final de semana? Você ainda está na dúvida!? Pensei que já tinha cortado isso do seu orçamento. Afinal de contas, obviamente você não precisa de nenhum desses itens no seu dia a dia.

Isso faz sentido para você? Para mim, não!

É essa a vida que devemos levar?


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Fico pensando… como a vida dessas pessoas deve ser chata!

Será mesmo que eles conseguem levar o estilo de vida que pregam por ai? Ou o que falam são apenas textos decorados e aplicados fora de contexto?

Essas pessoas irão levar a vida sem fazer viagens marcantes com a família ou amigos?

Irão seguir esse estilo de vida espartano, sem se permitirem ter a qualidade de vida que realmente desejam?

E quando alcançarem a quantia de dinheiro que tanto desejam, será que ainda terão energia e disposição para realizarem todos os seus verdadeiros sonhos?

“Mas, Davi, então você está dizendo que o correto é sair gastando nosso dinheiro pensando apenas no presente, e assim teremos uma vida financeira mais equilibrada? ”

NÃO! E é exatamente aí que eu quero chegar… o grande segredo se encontra em fazer uma reflexão sobre nossos gastos e o estilo de vida que verdadeiramente desejamos levar.

Só aí teremos base para decidir o que é realmente essencial para nós.

Depois disso, o que temos que cortar não são os gastos supérfluos, mas sim os desperdícios!

Supérfluos X Desperdícios


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Para ficar claro, temos que reconhecer que os gastos supérfluos são aqueles que não são essenciais para o nosso dia a dia, mas que são capazes de nos trazer algum prazer ou momentos de felicidade.

Sendo assim, mesmo não sendo essenciais para nosso dia a dia, talvez eles sejam essenciais para nossa qualidade de vida e para vivermos os momentos e experiências que verdadeiramente desejamos.

Já os desperdícios são aqueles gastos que também não são essenciais para nosso dia a dia, e, ainda por cima, não contribuem para aumentar nossa qualidade de vida e nem nos trazer mais felicidade.

E como saber quais são gastos supérfluos e quais são desperdícios?

Só quem tem essa resposta é você! Isso é uma parte extremamente pessoal.

É por isso que não dá pra confiar quando algum especialista diz realmente quais gastos você deve cortar e quais você pode manter.

Quer um exemplo prático?


Academia!

Para o meu contexto, academia é algo completamente desnecessário. Apesar de eu gostar bastante de esportes e atividades físicas, não consigo me imaginar trancado numa academia correndo em uma esteira ou puxando peso.

Se eu estivesse matriculado em uma academia, seria um completo desperdício de dinheiro!

Mas certa vez atendi uma cliente que, apesar de ganhar um bom dinheiro, estava com dificuldades em seu orçamento.

Quando analisamos sua estrutura de gastos, identificamos que ela gastava um muito dinheiro com academia e com saídas para restaurantes com sua família.

Decidimos nos aprofundar um pouco mais e ela me disse que dificilmente abriria mão da academia. Era uma academia bastante completa (e bem cara), que dava direito a várias aulas e treinos diferentes.

Além disso, ela tinha várias outras amigas lá, e sempre se encontravam durante e depois dos treinos para conversar e se divertir um pouco.

Resumindo, a academia para ela, além de ser um lugar onde ela cuidava do corpo, era também um local que ela ia para se divertir e se livrar do estresse do trabalho.

Naquele momento, não faria sentido para ela cortar esse item de seu orçamento.

Identificamos também que as saídas para restaurantes durante a semana não eram tão importantes assim, e que ela podia reduzir esses gastos significativamente e isso não impactaria na qualidade de vida dela.

Resultado? Mantivemos os gastos com a academia e conseguimos reduzir em mais da metade os gastos com restaurantes.

Esse dinheiro que sobrou foi realocado em grande parte para um plano de investimentos para uma viagem especial com a família.

Talvez, para um outro cliente, a solução deveria ser exatamente o oposto… manter os gastos com as saídas a noite para restaurantes e barzinhos, e encontrar maneiras de reduzir os gastos com a academia, trocando isso por outras atividades físicas que saíssem mais em conta.

Viu como isso é algo extremamente pessoal e que varia de caso a caso?

Viu também como isso é algo bastante simples de implementar? Você pode começar agora mesmo tentando entender melhor quais são seus gastos, e quais realmente são desperdícios de dinheiro.

Ou seja, quais gastos não lhe trazem muito prazer nem aumentam sua qualidade de vida.

Há uma exceção para essa regra…


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Antes que algumas pessoas possam entender errado e achando que estou encorajando a gastar dinheiro irresponsavelmente, quero dizer que não é isso!

Muito pelo contrário… na verdade esse post é um convite para você repensar seu orçamento e tentar identificar aqueles gastos que são verdadeiramente importantes para você e aqueles que não lhe farão tanta falta assim.

Porém, se você está endividado ou se encontra numa situação financeira verdadeiramente ruim, por favor, não leve tudo isso em consideração.

Provavelmente, você está nessa situação por ter feito escolhas erradas em seus gastos e por ter falhado ao não saber priorizar aquilo que é realmente importante para você.

Nesse caso, o ideal é você encontrar alternativas para sair dessa situação o mais rápido possível.

Além de tentar renegociar as dívidas, provavelmente você terá que cortar sim todos os gastos supérfluos, os desperdícios e passar a gastar somente com aquilo que é realmente indispensável para seu dia a dia.

Se você fizer isso, as chances são que você saia dessa situação de uma maneira mais rápida, consiga voltar a um equilíbrio financeiro, para, aí sim, refletir quais foram os seus erros e para onde você deseja realmente destinar seu dinheiro.

E você? Já pensou quais gastos supérfluos você deseja manter?

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autor: Davi Augusto

Formado em Comércio Exterior e em Administração, atua como educador financeiro e consultor de finanças pessoais e investimentos.

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